ESTADOS UNIDOS – GRANDES EMPRESAS E GOVERNO

Por:  Iara Ximenes

O governo estadunidense tem uma relação muito positiva com a indústria cinematográfica do país, para eles, o cinema além trazer dinheiro para o país através de suas bilheteria mundiais, ainda movimenta a economia interna com suas bilheterias e com todos os produtos que são gerados a partir do produto principal, que é o filme. O filme deixou de ser o único produto produzido, além dele, as produtoras se aliam com outras empresas para criar produtos que dão merchandising e retorno financeiro para a produtora e sua empresa aliada. Brinquedos, roupas, produtos alimentícios, jogos de videogame e computador, são apenas alguns dos produtos secundários gerados na atualidade a partir de um filme. Além disso, o cinema traz publicidade para o país, faz propaganda de suas cidades e isso movimenta o setor turístico do país, trazendo pessoas de tantos países para conhecer as famosas cidades dos filmes norte-americanos. A partir dos filmes, não só as cidades ganham fama, mas pontos turísticos, museus e outros tipos de entretenimento são criados, como por exemplo o Madame Tussauds, que é um museu de estátuas de cera, muito visitado principalmente por sua coleção de estátuas de personagens e artistas famosos.

 É aí que também entram as seis majors, as grandes empresas de produção e distribuição norte-americanas. Essas, que quando criadas na década de 30 eram só cinco, são: Universal Pictures (NBCUniversal), Paramount Pictures, Warner Bros, Sony Pictures (Columbia Pictures), Fox Entertainment Group (20th Century-Fox) e Buena Vista (Walt Disney Studios). Nelas foram produzidos grande parte dos filmes dos Estados Unidos, e na época em que criadas, foi a partir delas que eles eram também distribuídos. Depois da lei anti-trust, elas passaram a só produzir e delas vieram quase 90% da receita anual das bilheterias dentro dos EUA e no Canadá. Em 2013, o top 10 filmes que mais arrecadaram nas bilheterias mundial eram todos norte-americanos, sendo quatro deles da Buena Vista, três da Warner Bros, dois da Universal e um da companhia minor LionsGate.

 A indústria cinematográfica norte-americana está percebendo, ao poucos, que os mercados internacionais são solos bastante frutíferos, que as vezes um filme que não é bem visto dentro do país é muito bem aceito internacionalmente e gera bastante lucro.

 Além disso, a quantidade de universidades que ofertam o curso de cinema vem crescendo, consequentemente aumentando o número de cineastas e filmes produzidos, também o número de festivais que atraem a atenção de estrangeiros e estudantes intercambistas, ajudando novamente o governo com o movimento da economia.

 Por causa de tudo isso, o governo tenta ajudar de todas as maneiras possíveis para que seu produto seja aceito internacionalmente. A ideologia anti-americana vem crescendo no mundo inteiro e por isso a intervenção governamental tem sido necessária. Além disso, muitos países, como a China, tem criado cotas de importação, para melhorar sua economia interna, não importando do mesmo jeito que faziam o que faz com que a demanda do cinema estadunidense diminua, que terá então que competir com o de outros países como não fazia antes. Essas cotas de importação são feitas para todos os produtos internacionais, como um todo, ou seja, os filmes americanos passam a competir mais com os filmes franceses, japoneses, ingleses e outros, o que não acontecia antes, uma vez que os Estados Unidos tinham certa hegemonia com o público.

 Além da ajuda internacional, o governo também dá incentivos fiscais às suas produções. O NEA (National Endowment of the Arts), por exemplo, é uma agência do governo que financia as artes independentes, dentro delas, o cinema. Além de ajudar diretamente as produções, o NEA direciona 40% do ser orçamento anual para as agências estaduais de apoio as artes, e estas determinam seu destino. Além disso, a maioria dos estados possui algum tipo de incentivo fiscal para produções cinematográficas, sendo oferecidos de maneiras diferentes, para ajudar a movimentar o estado, pois gera emprego e traz publicidade. A maioria desses incentivos estaduais são oferecidos se uma determinada quantidade de cenas forem filmadas no estado, cenas que deem para reconhecer o local filmado; também se a equipe e o elenco ficarem hospedados em suas cidades e instituições do estado usadas na produção. Dependendo da época do ano (baixa temporada, ou nas temporadas de tornados) e do local a ser filmado, a produção pode receber uma “ajuda” do estado para ficar.

 O filme americano atualmente, além de possuir toda essa ajuda de grandes produtoras e distribuidoras conhecidas no mundo inteiro e do governo, ainda conta com os nomes dos grandes artistas que atraem boa parte do público. O atrativo aos filmes dos Estados Unidos não pára aí. Grande parte deles são criados como que a partir de uma máquina, feitos para que todos se indentifiquem com seus personagens. Existe uma espécie de “apelo universal” em seus filmes, o filme “fala” com qualquer um, são filmes criados para a extensão de público. “o formato e o tipo de drama produzido pela indústria de entretenimento americana criaram uma nova forma de arte universal que pede um público quase mundial” (MEISEL, 1986).

 Esse apelo não só existe no conteúdo das novas histórias, mas também na “malícia” das continuações, nas franquias. Não é preciso criar uma história sofisticada e inteligente, o público que ama o primeiro filme da franquia vai assistir o segundo e o terceiro e assim vai, muitas vezes mantendo a mesma história base. A criatividade da indústria hollywoodiana vem morrendo e as franquias são a salvação para a falência.

 http://www.marketplace.org/topics/business/numbers/us-box-office-bombs-international-movie- gold

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http://boxofficemojo.com/yearly/chart/?view2=worldwide&yr=2013&p=.htm

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